segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Faça uma boa ação

Uma boa ação a cada dia

Uma boa ação para cada dia

Até na vida mais caótica há espaço para a gentileza cotidiana.

Por Lisa Bendall

É um dia comum da semana e estou equilibrando as tarefas rotineiras no meu escritório de casa: pesquisar, escrever, telefonar, lavar umas peças de roupa. Em meio às tarefas, uso minha rede de e-mails para ajudar uma mãe a encontrar um cachorro que recentemente mordeu seu filho. Atravesso a rua para resolver um problema no computador de uma viúva idosa. Bato a massa e ponho no forno um tabuleiro de bolinhos de chocolate a serem doados a uns vizinhos bastante reclusos.

Nenhuma dessas ações demora muito, é difícil ou cara. Não faz tanto tempo assim, eu me surpreenderia ao ver como é fácil dar uma mãozinha, alegrar o dia de alguém ou fazer a diferença. Mas não mais, porque cumpri a meta de fazer uma boa ação por dia durante 50 dias seguidos. Serei algum tipo de maria-mole sentimental? De jeito algum. Uma boa ação por dia era um conceito assustador? Pode apostar que sim.

Quase todos os meus dias são caóticos. Sou mãe em tempo integral de Emily, hoje com 10 anos. Meu marido Ian e eu trabalhamos o dia inteiro. Quan­do não estou à mesa ganhando a vida como redatora autônoma, estou cozinhando, limpando, pagando contas. Levo minha filha à escola, aos ensaios do coral e às aulas de natação. Dou assistência diária ao meu marido, que é tetraplégico. Como a maioria das pessoas do planeta, meu tempo é curto e preciso controlar os gastos.

É uma triste realidade que tantos de nós estejamos ocupados demais para contribuir com a comunidade ou com o mundo em geral. Durante anos, também acreditei ser preciso muito tempo, dinheiro e energia para de fato fazer a diferença.
Mas tudo isso mudou quando comecei o projeto de uma boa ação por dia.

Em meados de 2006, fui inspirada por vários desafios pessoais de alto nível, como o Projeto Julie/Julia, no qual uma blogueira escreveu sobre preparar 524 receitas de Julia Child em um único ano – e inspirou o filme Julie & Julia. Pensei num desafio parecido para mim.

A minha filha foi a principal inspiração. Ela já sabia que sustentávamos uma menina que pretendíamos adotar, no Egito, que doávamos as roupas usadas, que dávamos dinheiro a quem pedia de porta em porta para instituições de caridade. Mas eu queria lhe mostrar que podíamos ir além e resolvi fazer uma boa ação por dia durante 50 dias.

Na primeira semana, não tinha certeza de que conseguiria. Procurei ideias na Internet. Quando saía para ir a reuniões, fazer compras ou pagar contas, procurava possíveis atos de gentileza para cumprir a cota diária. Certo dia, retirei os carrinhos de supermercado da vaga de deficiente físico do estacionamento. Outro dia, guiei um cego na estação do metrô. Ele sorriu ao me agradecer.

Por vezes, tive de me esforçar para encontrar algo gentil a fazer, o que me obrigava a sair da minha zona de conforto. Levei flores do meu jardim para um asilo local. Catei o lixo da pracinha, com uma vergonha desconcertante das outras famílias que assistiam. Só espero ter provocado boas ideias nos outros...

Uma boa ação para cada dia

Mas, alguns dias depois, descobri que era mais fácil do que pensava. Fiquei me sentindo quase culpada pela pequenez, pela simplicidade das boas ações que fazia. Eu as encaixava na nossa vida corrida da maneira que me convinha. Mas não era essa a questão? Mostrar que as boas ações não têm de ser desgastantes? E, embora quase tudo o que fazia fosse coisa pouca – não fundei um orfanato nem salvei uma vida –, no fundo eu sabia que era importante.

É claro que boas ações também têm os seus riscos. Certo dia, no trem, fui me agachar para catar jornais quando uma mulher passou correndo e bateu com uma bolsa enorme no alto da minha cabeça. Voltei para casa com a cabeça doendo, mas ainda com a sensação de missão cumprida. Outras boas ações não deram certo. Tentei doar sangue, mas, depois de muitas infrutíferas espetadelas em minhas veias inadequadas, me mandaram de volta para casa. Outra vez tentei dar comida a uma pedinte, mas fui rejeitada porque ela era vegetariana. (Em vez da comida, aceitou de bom grado algumas moedas.)

Mas algumas boas ações assumiram vida própria. Procurei meu professor de redação criativa do ensino médio e lhe mandei uma carta para agradecer o encorajamento que me dera havia tantos anos. Ele respondeu com um bilhete entusiasmado e reacendeu uma amizade duradoura.

Toda noite, à mesa do jantar, eu descrevia a boa ação do dia para Emily e Ian. A ideia pegou, e logo estávamos trocando histórias. Minha filha falou da catação de lixo que motivara na escola. Meu marido descreveu como ajudou uma velhinha que caiu na calçada: pediu a um passante que ligasse para a Emergência e ficou consolando a mulher enquanto não chegava ajuda. Até o meu pai deu um telefonema interurbano para contar a estranha boa ação que fizera naquela manhã: interrompeu seis pistas de tráfego num cruzamento da cidade para que uma pata atravessasse a rua com seus dois patinhos!

Emily começou a dividir o que eu iniciara como missão pessoal. Na volta da escola para casa, foi até o vaso de gerânios do vizinho, que caíra com o vento, e o endireitou. “Foi a minha boa ação do dia!”, exclamou. Outro dia, ela me ajudou a recolher doações dos vizinhos para a central de distribuição de alimentos. Levamos os alimentos até lá e, quando fomos embora, Emily anunciou pomposamente que algum dia queria trabalhar lá.

Na última semana, vi que eu também mudara. No início, eu não estava totalmente convencida de que conseguiria fazer uma boa ação todo dia. Agora era quase automático. Sentia-me mais atenta ao que acontecia à minha volta, ao que precisava ser feito. Experimentava uma responsabilidade maior para agir quando via necessidade, em vez de fingir que não era comigo. De certa forma, percebi que tinha acordado.

No 50º dia, me dei parabéns por ter vencido o desafio. Conseguira! O mais importante foi aprender que três quartos das minhas boas ações levaram menos de 15 minutos. Três quartos delas não custaram dinheiro. Ainda assim, sem dúvida esses atos causaram impacto.

No 51º dia, para minha surpresa, me senti obrigada a jogar fora o lixo deixado num banheiro público. Na verdade, os 50 dias de boas ações haviam criado em mim um hábito que não perdi desde então. Hoje, faço muito mais boas ações do que costumava fazer, e o restante da família também.

Quando falo das minhas 50 boas ações, costumo ouvir histórias de gentilezas e caridade que outras pessoas fizeram.
Parece que a maioria de nós se emociona quando é capaz de fazer algo de bom para alguém.

Por que temos essa vontade tão forte de ajudar os outros? Uma teoria diz que as pessoas mais atentas e carinhosas têm maior probabilidade de criar bem os filhos até a idade adulta do que as que só fingem ser assim. Segue-se que a evolução favorece os mais bondosos e gentis.

Gosto dessa ideia. E agora sei que todos têm em si a capacidade maravilhosa de fazer uma boa ação por dia! 31 boas ações

Um mês de sentimentos bons
1. Cumprimente um estranho.
2. Deixe o jornal na porta do seu vizinho.
3. Ponha uma moeda num brinquedo infantil que está prestes a expirar.
4. Visite alguém doente em casa.
5. Doe roupas usadas.
6. Ajude uma mãe ocupada a levar as compras até o carro.
7. Seja um bom ouvinte para quem precisa falar.
8. Limpe as pichações de algum lugar público.
9. Leve um café fresco a um policial.
10. Disponibilize-se a ajudar um casal que acabou de ter filho.
11. Segure a porta para quem vem atrás.
12. Ceda o lugar a quem tem mais pressa que você num estacionamento lotado.
13. Pague a conta de quem está atrás de você na lanchonete.
14. Doe sangue.
15. Doe material de artesanato para uma creche.
16. Cate o lixo de um lugar público.
17. Seja voluntário numa casa de repouso para idosos.
18. Deixe uma gorjeta generosa para o garçom.
19. Tome conta do filho de alguém.
20. Mande um bilhete de apoio a quem passa por dificuldades.
21. Doe livros a uma escola.
22. Recolha dinheiro com os amigos para uma instituição de caridade.
23. Seja mentor de alguém no seu campo profissional.
24. Ceda o seu lugar a alguém no transporte público.
25. Ajude a distribuir sopa aos pobres.
26. Telefone para (ou visite) um idoso que more sozinho.
27. Faça uma doação on-line a alguma organização não governamental.
28. Leve para o escritório uma caixa de biscoitos ou chocolates.
29. Escreva uma carta ao supervisor elogiando um funcionário público que trabalha direito.
30. Dê comida a um sem-teto.
31. Dê carona a quem não tem carro

sábado, 13 de novembro de 2010

ONG " Casa do Zezinho"



CARTA DA TIA DAGE

Em 1993, quando resolvi fazer a Casa do Zezinho, já trazia 21 anos de periferia no coração. Foi uma luta brava e um longo aprendizado.Comecei esse trabalho atendendo crianças na Favela do Fedô, Parque Arariba, Zona Sul de São Paulo, ao redor da minha casa, onde morava com meu marido e filhos.Sou uma dessas brasileiras que nunca se conformou com a exclusão. Vinda de uma família de educadores e formada em pedagogia, arregacei as mangas e não parei mais até hoje.Por que permaneci nesta luta? Porque defendo o direito de sonhar que a criança tem, o direito que ela tem de escolher seu destino, pertença ela a que classe for.O que a gente tem visto hoje em dia é que muitas famílias vêem o filho como mão de obra, já nasce com esse carimbo, seja pobre ou seja rico (lógico que para os pobres isto é ainda mais explícito). Se é pobre vai fazer cursos de profissionalização, se é rico vai fazer inglês, francês, alemão, computação, tênis, futebol, tudo porque os pais já projetam o futuro do filho. Alguém se lembrou de perguntar para a criança o futuro que ela quer? E assim nega-se a ela um futuro com autonomia de escolha.E as crianças da periferia? Por que elas têm que ser programadas para o trabalho árido, sem sonhos, sem prazer, sem lazer? Por que o modelo que é válido para a criança da periferia é o do curso profissionalizante? E a arte, cultura, a brincadeira? A criança já não brinca mais, ela pula esta etapa.Por que pular etapas? O que é que isso traz de bom para a criança? Por que ela não pode ser moleque e esperar para ser adulta quando adulta ela for?A criança tem que crescer feliz, sem pular etapas, porque quem cresce feliz vai saber escolher seu futuro. E sabendo, e podendo, escolher o próprio futuro, já é meio caminho andado para que ela seja bem sucedida na vida, seja lá o que for que ela tiver escolhido para si mesma. A escolha foi dela, consciente.Tia Dag(Dagmar Garroux, presidente da Casa do Zezinho)


Esta ONG eu conheci na época que cursava a faculdade de Pedagogia e pudemos vivenciar na pratica o belíssimo trabalho que lá é realizado junto a comunidade.

CASA DO ZEZINHO PARTE 1

CASA DO ZEZINHO PARTE 2

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Irmã Dulce"Uma estrela do céu na Terra"













A Vida de Irmã Dulce
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.

A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.

Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.

Irmã Dulce: "A Mãe dos sofredores"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cora Coralina "A poesia e os doces em sua vida"







"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Cora Coralina

Cora Coralina

sábado, 23 de outubro de 2010

Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Clarice Lispector

"Eu vejo um mundo melhor"

No mundo há muitas pessoas que fazem a diferença,que vê um mundo melhor.
O programa Ação do Serginho Groisman é um desses que fazem a diferença e mostra ao mundo ações que transformam tudo e a todos.

Vou sempre postar estes programas,pois acho que nem todos tem oportunidade de assistir e conhecer o trabalho de pessoas que com certeza provoca mudanças muito benéficas a sociedade.

Lúcia Helena

Músicos do Futuro--Programa Ação

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Felicidade!!!








A receita de Michael J. Fox para a felicidade

O ator de 48 anos conta como conseguiu superar as dificuldades de conviver com a doença de Parkinson.
Por Amy Wallace

Pergunte a Michael J. Fox o que o levou a escrever seu terceiro livro, A Funny Thing Happened on the Way to the Future: Twists and Turns and Lessons Learned (Uma coisa engraçada aconteceu no caminho do futuro: guinadas, viradas e lições aprendidas), e ele responde como seria de esperar: com ironia. Aos 48 anos, o ator, escritor e defensor das pesquisas médicas – que recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson em 1991 – diz que finalmente chegou ao ponto em que pode “dar alguns conselhos fazendo cara de sério”. Mais um pouco e ele diz o seguinte sobre o livro: “Nele, não há conhecimentos especializados. É só a minha experiência.”

Duas décadas depois de representar Marty McFly no último filme da trilogia De volta para o futuro, Fox praticamente abandonou a carreira de ator. Ele sabe que, para muitos fãs, o seu rosto e a sua voz sempre farão lembrar Alex P. Keaton, o adolescente conservador que, na década de 1980, representou na série de TV Family Ties (no Brasil, Caras e caretas).Mas a sua receita de felicidade é simples: deixe o passado para trás e viva o momento presente!


Seleções: No seu livro, você brinca que teve a sorte de se casar com uma mulher – a atriz Tracy Pollan – mais inteligente e bonita do que você. Acha que a felicidade conjugal se resume a se casar com a pessoa certa?
Michael J. Fox: É óbvio que isso é fundamental. Mas o segredo do nosso casamento é a capacidade de dar ao outro uma trégua. E perceber que o importante não é o fato de nossas semelhanças combinarem, mas as nossas diferenças.

Seleções: Quer dizer, deixar passar algumas coisas? Não se incomodar com miudezas?
Michael J. Fox: Sim. Até que ponto vale a pena ficar aborrecido? Porque os outros não somos nós. É preciso manter a calma e perceber que é possível alguém se preocupar com a gente e mesmo assim não entender todos os nossos motivos, emoções, necessidades e desejos.

Seleções: Você tem quatro filhos, com duas gêmeas no meio.
Michael J. Fox: Só quatro? Às vezes parecem cinco.

Seleções: Dê algum conselho aos pais que comece com “Sempre...”
Michael J. Fox: Sempre esteja à disposição dos filhos. Porque, quando a gente diz “espere cinco minutinhos”, esses minutinhos logo viram 15 ou 20. E, quando a gente vai atendê-los, o brilho do que eles queriam nos dizer ou mostrar já se foi. Nunca me levantei para ver o que os meus filhos queriam me mostrar sem ter sido recompensado.

Seleções: O seu livro, Always Looking Up (Sempre olhando para o alto), falava de otimismo. É raro alguém ser tão positivo quanto você. Qual é a receita para lidar com gente negativa?
Michael J. Fox: Acho que a pessoa mais assustadora do mundo é aquela que não tem senso de humor. Esse é um bom teste. Se tiver dúvidas sobre alguém, conte-lhe algumas piadas. Se a pessoa não achar nada engraçado, fique de sobreaviso. Depois, eu diria para ter paciência com gente negativa, porque esse pessoal está realmente passando por um período difícil.

Seleções: Você não escondeu o fato de que, ao receber o diagnóstico de doença de Parkinson, tentou beber para chegar a um “lugar de indiferença”. Descreveu os primeiros anos de sobriedade como “uma briga de faca num armário”. Estar sóbrio ainda é uma briga?
Michael J. Fox: Tomo muito cuidado para não violar certos princípios que me levaram a ficar sóbrio. Não diria que é uma briga. Hoje, prefiro beber ácido de bateria a uma cerveja. Mas eu diria que escolhi ferramentas que me ajudaram com a doença de Parkinson. E, nesse novo livro, digo: não há nada melhor para ensinar o que é perda de controle do que a doença de Parkinson. A única resposta é aceitar. Pratico esses princípios todos os dias: aceitação e gratidão.

Seleções: Uma das atitudes mais corajosas que você tomou nas suas campanhas foi revelar os seus sintomas. Certa vez chegou a abandonar a medicação antes de fazer um discurso num subcomitê do Senado. Houve quem o criticasse por isso.
Michael J. Fox: Não consegui entender a reação. Pensei: Ora, tenho obrigação pública de esconder quem sou? Desde então, percebi que estar sem sintomas graças à medicação não é o meu estado natural. Meu estado natural é tremer, ter dificuldade para falar. Assim, gosto do alívio, mas ele não me engana. E, se estou em público e com sintomas, isso não muda quem eu sou nem o que estou tentando fazer.

Seleções: Parece que esse é o seu maior princípio organizador.
Michael J. Fox: Voltando ao casamento: tem tudo a ver com o ato de julgar. Quanto menos julgarmos, melhor.

Para ler e refletir!!!

Plano universal

O Universo tem um plano. Há uma inteligência superior, talvez haja até mesmo um propósito a cumprir, mas tudo vem para nós sob forma de suaves prestações.
Por Isaac Bashevis Singer

sábado, 9 de outubro de 2010

Vamos começar!!!

Este filme tem tudo a ver com o texto que bloguei hoje sobre a gentileza,em se fazer o bem sem olhar a quem.Leia e assistam a este filme,tenho certeza que se mudarmos nossas atitudes o mundo será melhor com certeza,comecemos a nossa volta,não precisa ser com grandes coisas,são os pequenos atos é que fazem a mudança.

Filme "A corrente do bem"

"O segredo da felicidade"




Gentileza, o segredo da felicidade


Atitudes de carinho, respeito e atenção trazem mais benefícios do que você imagina. Doçura e gentileza, além de ajudar aos outros, nos deixa mais felizes e também nos ajuda a viver mais.

Por Claire Buckis Compartilhe

Muito do que torna a vida mais difícil – uma batidinha no carro, uma porta que alguém não segurou quando você passou – se deve à falta de consideração. Imagine só como seria o mundo se todos fossem um pouquinho mais gentis. Ao tentarmos entrar numa rua movimentada, por exemplo, alguém nos cede a passagem. No supermercado, você deixa alguém apressado entrar na sua frente na fila do caixa. No metrô lotado, você se levanta para dar lugar a quem parece cansado.

Uma nova teoria, chamada “sobrevivência do mais gentil”, diz que foi graças à gentileza que a espécie humana prosperou. O professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, analisou sociedades antigas e verificou que a gentileza era componente fundamental da sobrevivência das comunidades. “Grupos com muitos altruístas tendem a sobreviver”, diz ele. “Os altruístas cooperam e contribuem para o bem-estar dos outros integrantes da comunidade.”

Isto quer dizer que temos em nós a capacidade de ajudar os outros, principalmente os que nos são próximos, a fim de garantir nossa sobrevivência.


Sobre gentileza: a doçura traz felicidade

A pesquisa demonstra que a gentileza também pode nos deixar mais felizes. A professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, pediu aos participantes de um estudo que praticassem ações gentis durante dez semanas. Ela verificou que a felicidade aumentou no período do estudo, embora houvesse um senão: quem teve atitudes de gentileza variadas – segurar a porta aberta para um estranho passar, lavar a louça do colega de quarto – registrou nível bem mais alto de felicidade, mesmo um mês depois do fim do estudo, do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes.

Não faz diferença em termos de felicidade se ajudamos um ente querido ou um estranho, mas o resultado pode ser diferente. “O ato pequeno e anônimo faz com que a gente se sinta uma pessoa muito boa”, diz a professora Lyubomirsky. “Mas um grande ato de gentileza feito a alguém que conhecemos pode ter consequências sociais: podemos fazer um novo amigo ou receber agradecimentos generosos.”

Assim, pagar um café para um estranho pode levantar o astral por al­gum tempo, mas auxiliar um vizinho idoso a fazer compras talvez ajude a melhorar de fato um relacionamento.


Para ter saúde: altruísmo

A gentileza nos faz bem de outras maneiras. O professor Stephen Post, autor de Why Good Things Happen to Good People (Por que coisas boas acontecem a pessoas boas), examinou os indícios de que ser gentil faz bem à saúde. Um estudo com 2.016 frequentadores de igrejas verificou que os que ajudavam os outros regularmente tinham mais saúde mental e menos depressão. Outros estudos constataram que as pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor. “Existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde nas pessoas gentis”, diz Post.

A gentileza talvez ajude a regular as emoções, o que causa impacto positivo sobre a saúde. Se nosso instinto biológico automático do tipo “lutar ou correr” ficar ativo demais por causa do estresse, o sistema cardiovascular é afetado e a imunidade do corpo enfraquece. “É difícil ficar zangado, ressentido ou amedrontado quando se demonstra amor altruísta pelos outros”, afirma Post.


O mundo está preparado para pessoas gentis?
A gentileza pode ser uma virtude, mas isso não quer dizer que seja fácil. Diego Villaveces decidiu realizar atos aleatórios de gentileza para com estranhos, inspirado por alguém que “teve uma vida dificílima mas, apesar disso, conseguiu manter a generosidade para com os outros”.

Villaveces deu entradas de cinema, vales-refeição e livros a estranhos nas ruas, mas provocou algumas reações esquisitas.

“Algumas pessoas se mostraram muito perplexas”, diz ele. “Muita gente fica sem graça ao receber presentes de estranhos. Algumas chegaram a devolvê-lo, dizendo que não queriam minha generosidade. Tive de aprender a aceitar e respeitar isso.”

Villaveces, 38 anos, que trabalha com marketing e mora em Sydney, na Austrália, com a mulher e os filhos, a cada ato gentil aleatório dá também um cartão, que pede ao destinatário para fazer uma boa ação para outra pessoa.

“Decidi que queria fazer algo mais pela humanidade”, afirma. “A gentileza pode criar uma onda significativa de mudanças à nossa volta.”

Ele criou um site para acompanhar o progresso dos cartões, mas admite que, até agora, a resposta tem sido modesta.

“Pensei que seria mais fácil levar os outros a participar, mas isso também faz parte do desafio, e eu o aceito.”

É justo dizer que, como descobriu Villaveces, há um certo nível de cinismo diante da gentileza. O rótulo de “bom samaritano” nem sempre é um elogio. Todos gostamos da ideia de sermos gentis, mas ao mesmo tempo os gentis não acabam sendo sempre os últimos? Agir pela bondade do coração vai diretamente contra a teoria da evolução pela “sobrevivência do mais apto”, segundo a qual os seres humanos são levados a competir pela vida de modo bastante egoísta.

Em 1968, os pesquisadores Bibb Latané e John Darley descobriram um fenômeno conhecido como “efeito do espectador”: quando alguém precisa de ajuda num lugar público, a probabilidade de ser ajudado é menor quanto mais gente houver em volta. Os pesquisadores acreditam que o efeito surge porque todo mundo imita o comportamento da maioria e pressupõe que algum outro assumirá a responsabilidade. Nas cidades grandes, as pessoas também não se sentem seguras para interagir com estranhos.


Gentileza X Egoísmo
Mas nada do que foi dito aqui explica por que somos gentis quando queremos ser. Rebecca Egan, 34 anos, fez um dos maiores sacrifícios possíveis por alguém que amava: doou um rim ao pai, de 57 anos. “Foi uma das decisões mais fáceis que já tive de tomar”, revela. Foi um profundo ato de gentileza, mas que ela sente que só faria por um ente querido.

“Não sei por que, mas acho que não doaria um rim a qualquer pessoa; provavelmente só pensaria em fazer isso por um parente”, admite. “Ao mesmo tempo, doar o rim ao meu pai ajudou outras pessoas, porque papai saiu da lista de espera de doadores e alguém pôde ocupar o seu lugar.”

O pai de Rebecca talvez possa agradecer à genética pela gentileza da filha. Um estudo de 2005 da Universidade Hebraica, em Israel, descobriu um vínculo entre a bondade e o gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. A pesquisa de Alan Luks, publicada em 1991 no livro The Healing Power of Doing Good (O poder curativo de fazer o bem), verificou que as pessoas que tinham atitudes gentis descreviam ter uma sensação física. Muitos disseram sentir-se mais cheios de energia, mais calorosos, mais calmos e com mais amor-próprio, fenômeno que ele cha­ma de “a onda de ajudar”.

Alguns cientistas dizem que, como só somos altruístas pelo bem do grupo e para sentir a descarga de dopamina, isso significa que, na verdade, a gentileza é egoísta. “Talvez, em algum nível, a maioria dos casos de altruísmo seja em proveito próprio”, diz Bill Von Hipple, professor de Psicologia da Universidade de Queensland.

“Que importância tem se a gentileza é egoísta?”, pergunta a escritora Catherine Ryan Hyde. Seu livro Pay It Forward (Pague depois) conta a história de um garoto angustiado que decide começar a pagar todas as boas ações que recebe praticando três boas ações a outras pessoas. O livro se transformou em filme (no Brasil, o filme chama-se Corrente do Bem)e provocou um movimento de gente dedicada ao bem na vida real. A iniciativa ilustra como a gentileza pode ser verdadeiramente altruísta: estranhos ajudam estranhos sem expectativa de ganho pessoal.

Ryan Hyde diz que não importa o que motiva as pessoas a doar; o que importa é que decidiram doar. “Se tanto quem ajuda quanto quem é ajudado se sente bem, parece-me um exemplo em que todos saem ganhando. Não há jeito errado de fazer uma gentileza.”

A recompensa não pode ser dinheiro


A gentileza tem outra semelhança com a felicidade: não pode ser comprada.

Segundo o professor Sam Bowles, os economistas costumam cometer o erro de achar que todos são inerentemente egoístas e que só fazem algo bom em troca de recompensa financeira ou para evitar multas. Mas o relatório de Bowles publicado em 2008 na revista Science mostra o contrário.

A pesquisa acompanhou seis creches que começaram a cobrar multa dos pais que se atrasavam para buscar os filhos. Depois das multas, a incidência de atraso dos pais duplicou. Um estudo semelhante também verificou que a probabilidade de mulheres doarem sangue é menor se forem pagas. Bowles acredita que ficamos ressentidos com a ideia de que nossos princípios possam ser comprados: preferimos fazer boas ações de graça. “Ser gentil nos dá prazer”, diz.

Ser gentil ou individualista é opção de cada um.


Um dos sinônimos de bondade é humanidade. Em essência, a bondade e a gentileza são o reconhecimento do fato de que todos somos humanos, o reconhecimento de que estamos juntos.

“Muito do que faz a vida valer a pena depende de que pelo menos alguns de nós sejamos altruístas de vez em quan­do”, diz Bowles. “Não podemos enfrentar problemas como a mudança climática global, a disseminação de doenças e a violência mundial apelando apenas para o individualismo.”

A boa notícia é que é fácil aprender a ser gentil. “Basta praticar mais atos de gentileza do que estamos acostumados, e de forma regular; por exemplo: cinco atos de gentileza toda segunda-feira”, diz Sonja Lyubomirsky.

A gentileza, portanto, é apenas uma questão de opção: é uma atitude que adotamos e que pode fazer diferença, ainda que pequena, na vida dos outros.

Diego Villaveces acredita que a gentileza tem de começar por dentro.

“Às vezes afastamos os outros de nós para nos sentirmos mais seguros, mas isso também nos isola do restante do mundo”, diz ele. “Todas as grandes religiões têm o amor como princípio universal. A gentileza leva o amor a um nível mais terno e acessível, com o qual a maioria se sente à vontade. Fazer o bem aos outros é reconhecer que todos à nossa volta são iguais a nós.”

Como ser gentil e altruísta

(Dicas do Diego Villaveces)

• Compre um saquinho de amendoim ou alguns bombons no supermercado e os dê a um morador de rua.
• Visite um asilo de idosos e passe uma hora jogando cartas com alguém que não recebe muitas visitas.
• Carregue a mala pesada de alguém que parece estar se esforçando muito para arrastá-la.
• Compre raspadinhas e distribua-as de graça e inesperadamente.
• No metrô ou no ônibus, ofereça seu lugar a outra pessoa, mesmo que seja alguém mais jovem ou em melhores condições físicas que você.
• Prepare um jantar para um amigo que está passando por dificuldades.

Crianças e gentileza

As crianças pequenas demonstram tendência para a gentileza antes mesmo de desenvolver a linguagem, de acordo com um estudo de 2006 publicado na revista Science. As crianças de 2 anos pegam objetos que os adultos deixam cair no chão para devolvê-los, mas só se a criança achar que o objeto não foi jogado de propósito.

Você pode ensinar seus filhos a serem gentis começando com o básico da educação:

•Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado”, e dê o exemplo.
•Aumente o sentimento de empatia encorajando-os a entender como os outros se sentem.
•Recompense a gentileza. Quando vir seu filho ajudando alguém, elogie-o

domingo, 3 de outubro de 2010

Eu tenho certeza que há um mundo melhor!!!

Como é bom saber que há pessoas neste nosso mundo que fazem tão bem para outras por puro amor ,é lindo,é maravilhoso,e com certeza a vontade e o apoio da família é essencial.Leiam o texto e assistam ao video.

Assista o video é lindo!

Concretizando sonhos!!!Lindo!!!

Concretizando sonhos


Haverá esperança para quem nasce no morro, na favela, em comunidades onde o que mais se fala e se vê é miséria, droga, violência?

Poderá sonhar com um mundo diferente a criança que, ao abrir a janela, se depara com a pobreza, o tráfico, o banditismo?

* * *

Foi no Natal de 2009, que o Brasil deu um raro presente ao Reino Unido.

No canal 4, exatamente no dia 25 de dezembro, em horário nobre na TV aberta britânica, foi ao ar o documentário Only when I dance.

Uma diretora inglesa desejou mostrar uma história das favelas, diferente de tráfico de drogas e violência.

E encontrou Irlan Silva, bailarino clássico de apenas 19 anos, criado num dos morros mais violentos do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão e atual integrante do prestigiado American Ballet Theatre.

Esse jovem, além de talento, tem uma grande disposição para contornar obstáculos. Enquanto participa de concursos nacionais e internacionais de dança, ele segue as atividades escolares e anos de estudo de balé clássico no Centro de Dança Rio.

Irlan teve que enfrentar, no início, a resistência que seu pai tinha em relação ao balé clássico. Resistência que cedeu quando ele assistiu ao primeiro espetáculo do filho e passou a apoiar o seu sonho de se tornar bailarino.

Irlan é um fenômeno que tira o fôlego do espectador, especialmente quando dança Nijinski. Apresentando-se na Suíça, arrancou lágrimas de uma das juradas.

O documentário Only when I dance mereceu do jornal americano The New York Times a comparação de Irlan a Billy Elliot da vida real.

Irlan começou a estudar balé aos 11 anos e não mede esforços para triunfar no palco. Tem muita determinação para enfrentar as adversidades, com a cabeça erguida e postura de primeiro bailarino.

Impõe-se uma disciplina espartana de aulas e ensaios, além de cuidar da alimentação e do corpo.

Conta com o apoio da família mas venceu, sobretudo, graças à sua garra, à vontade firme de alcançar um sonho.

E a uma mulher extraordinária, Mariza Estrella, fundadora e diretora do Centro de Dança Rio, uma escola que tem 450 alunos e 80 bolsistas.

Ela é tia Mariza para os alunos de sua escola. Ela vibra com cada vitória de Irlan e de outros alunos tão extraordinários, como Thiago Soares, hoje primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres.

Também investe, além de si mesma, carinho para com cada aluno. Ela é a grande incentivadora, experiente, mestra, tutora.

Ela inscreve e acompanha os alunos nas principais competições de dança no Brasil e no Exterior.

Não é raro contribuir com dinheiro do próprio bolso, custeando despesas de alunos de famílias pobres, que mais se destacam no circuito de concursos e festivais.

* * *

Nosso Brasil é verdadeiramente grande. Em extensão territorial e em coração.

Coração como o de tia Mariza que auxilia crianças e adolescentes alcançarem o seu ideal, exportando para o mundo o que o Brasil tem de melhor: a sua gente.

Pensemos nisso e verifiquemos como podemos contribuir, onde estejamos, para tornar realidade o sonho de um menino, uma menina, nossa gente brasileira.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Do Complexo
do Alemão ao American Ballet, de Juliana Resende (Londres),
publicado na Revista Época, de 4 de janeiro de 2010.
Em 29.09.2010.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Se doar é um bem para os outros e para si próprio!




Fazer o bem só pode te fazer bem

Mirka Knaster

Estudos de caso revelam
que pessoas que ajudam outras voluntariamente,
não importa o quanto esse trabalho exija, são mais felizes.

Mesmo que você nunca tenha tido aulas de catecismo, provavelmente conhece a história do Bom Samaritano. As ações do Bom Samaritano abrangem o que hoje denominamos “altruísmo”, que significa, basicamente, ajudar os outros voluntariamente sem esperar qualquer recompensa, sendo que essa ajuda pode até acarretar grandes riscos ou custos pessoais.

A sabedoria milenar constatou que dar aos outros também é um presente para si mesmo. No Ocidente, a Bíblia, fonte da parábola do Bom Samaritano, diz, “É melhor dar do que receber”. No Oriente, ensinava Buda, “A generosidade traz abundância, purifica o coração e a mente e proporciona a maior felicidade”. Hoje, as pesquisas estão comprovando que ajudar aos outros faz bem à saúde física e psicológica.

Antes de sua morte, em 1970, o inovador psicólogo Abraham Maslow, Ph.D., concluiu que o comportamento altruísta é um reflexo magnífico do bem-estar psicológico do indivíduo. De acordo com Maslow, a pessoa “totalmente humana” é aquela que reflete o “bodhisattva” (ser iluminado) oriental. Essa pessoa é compassiva por entender que toda a vida é interligada e não deve ser vivida no isolamento, procurando satisfazer somente o próprio ego, mas a serviço da comunidade. Maslow afirmou que o altruísmo, a compaixão, o amor e a amizade significam o desabrochar das sementes com as quais todos nós nascemos.

O que torna a pessoa um altruísta? Chris Kiefer, Ph.D., professor de antropologia da Universidade da Califórnia, em San Francisco, descobriu, nas pessoas entrevistadas, que “altruístas naturais” cresceram em um lar carinhoso. As pessoas criadas por famílias onde não existia amor, ou onde o amor era distribuído de forma injusta, eram menos generosas — lhes faltava confiança e apresentavam um grau de altruísmo e saúde mental bastante inferior.

Kiefer estudou também pessoas que se tornaram altruístas apesar de infâncias desfavoráveis. Algumas sentiam-se alienadas na juventude, porém mais tarde — devido a uma experiência que os converteu — descobriram quem eram e qual a sua missão. Outros souberam superar uma infância infeliz através de um difícil processo de autodesenvolvimento, pelo qual compreenderam que seu próprio crescimento e realização implicava a preocupação com o próximo. Segundo Kiefer, a transformação resulta na “união do intelecto com a emoção”.

Veja, por exemplo, Michael Spencer, formado em administração de empresas e infeliz, que mudou de rumo e começou a estudar música. Seu objetivo era tornar-se um pianista quando, certo dia, atendendo a um convite, deu um concerto de caridade em um hospital psiquiátrico. Naquele instante percebeu que era isso que desejava fazer pelo resto da vida. Como diretor fundador do Hospital Audiences, sediado em Nova York, Spencer reúne artistas de alto gabarito e um público imprevisível — pessoas com deficiência, anciães, prisioneiros e outras pessoas confinadas — que de outra forma não conseguiriam assisti-los.

Ao contrário do que dizem os céticos — que altruísmo é coisa para românticos, idealistas e santos — Chris Kiefer descobriu que os altruístas são realistas, tanto a respeito de si mesmo, como em relação ao mundo. “O altruísmo é um sinal de saúde mental, porque as pessoas saudáveis não se preocupam consigo mesmas”, diz ele.

“Estamos falando de um tipo de atividade que é expressão natural e espontânea de bem-estar e integridade, e não de deficiências e necessidades neuróticas”, acrescenta Thomas J. Hurley III, diretor do Programa do Espírito Altruísta do Instituto de Ciências Noéticas. Sediada em Sausalito, na Califórnia, esta organização sem fins lucrativos foi fundada pelo antigo astronauta Edgar Mitchell, para dar suporte a programas educacionais e de pesquisa sobre o desenvolvimento do potencial humano. Desde 1987, o Instituto oferece anualmente US$25.000 como prêmio para o Altruísmo Criativo de pessoas comuns que identificaram um problema e decidiram fazer alguma coisa para saná-lo.

Os altruístas são fundamentalmente iniciadores. Uma vez estabelecida uma meta na qual acreditam, fazem tudo para alcançá-la. Depois, tendo feito tudo o que foi possível, eles sabem quando tirar da mente e confiar em algo que está além do seu controle. “É nesse ponto que a prática espiritual ou fé exerce um papel importante”, explica Hurley. “Eles têm algo a que recorrer, em que confiar”.

Talvez o seu maior dom seja o que Hurley denominou “dom de reconhecer”. “Há sempre esse extraordinário e fundamental respeito pela dignidade dos outros — ‘você é valioso simplesmente por ser’’, afirma ele. “Acho que é isso que faz a vida mudar de rumo”.

A gente poderia imaginar que o tempo e o esforço dedicados a fazer o bem poderia prejudicar a pessoa. No entanto, ajudar os outros, mesmo por meio de tarefas estressantes, pode acrescentar vários anos à nossa vida.

“Quando nos dedicamos voluntariamente a essa situação, os efeitos do estresse são diferentes dos efeitos do estresse causado pelo trabalho, independente da própria vontade, que raramente podemos controlar”, diz Kenneth R. Pelletier, psicólogo clínico da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford.

Na verdade, o que ocorre é o oposto do estresse ou reação de alerta — nós relaxamos, afirma Dr. Herbert Benson, professor adjunto de medicina da Faculdade de Medicina de Harvard. O metabolismo, a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a respiração diminuem, assim como a ansiedade, a depressão e a irritação.

“É difícil a gente se sentir deprimido diante de um sorriso que ajudamos a criar”, diz Pelletier e acrescenta, “E se você pensa que a sua situação é dura e você se torna um voluntário, isto coloca a sua própria vida em perspectiva”.

Dar com desprendimento é um ato que nos enche de energia. Alan Luks, diretor executivo de Big Brothers / Big Sisters de Nova York, descobriu que ajudar os outros faz mais do que agir como antidepressivo e levantar a auto-estima. Também permite controlar a dor. Uma mulher que sofria de dores na coluna não sentia qualquer dor quando segurava no colo crianças abandonadas em um hospital. Após dois dias seu desconforto era ainda menor do que de costume.

Luks também escreve sobre isto em seu livro “The Healing Power of Doing Good” [O Poder Curativo de Praticar o Bem]. De 3.300 voluntários pesquisados em 1989, aqueles que ajudavam regularmente informavam dez vezes mais que havia melhorado sua saúde do que aqueles que só trabalhavam como voluntários uma vez por ano. Entretanto, o contato pessoal é importantíssimo; doar dinheiro ou roupas não proporciona a mesma “sensação de bem-estar”.
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Fonte: Revista East West, novembro / dezembro 1991

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Projeto Tamar !!Lindo!!!




Visitei o Projeto Tamar em Salvador na Praia do Forte e fiquei encantada com o trabalho que lá é ralizado,não só com a preservação das tartarugas,mas também com a comunidade.Conversei com uma menina linda, chamada Vitória,ela me contou que as crianças que estudam de manhã ajudam no Projeto a tarde e vice versa,e que eles tem garantido os estudos até a universidade.O trabalho com a comunidade foi imprescindível,pois quando o projeto começou a ser realizado houve pessoas que começaram comprar as casas dos pescadores para montar lojas,restaurantes etc.,e ai o que eles iriam fazer da vida se passaram a vida toda como pescadores,então foi idealizado um novo projeto junto a comunidade,como vocês vão ver no vídeo abaixo.

Projeto Tamar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Madre Tereza de Calcutá




O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Calcutá

Só um Bom Dia!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Exercitar a gratidão!




Melhore sua vida com uma atitude de gratidão
A vida é bem melhor para quem sabe agradecer pelo que tem.

Por David Hochman


No primeiro dia do Mês da Gratidão que estipulei para mim mesmo, o meu filho de 5 anos acordou “entediado” às 5h15 da manhã, vi uma multa por excesso de velocidade na bolsa da minha mulher e o aquecedor deu o último suspiro na hora em que entrei no banho. Em geral, eu começaria a resmungar e o dia teria um péssimo início. Mas aquele dia foi diferente. Como são lindas as covinhas do meu filho, mesmo nessa hora infeliz. Como é encantador o espírito aventureiro da minha mulher. Faltam apenas 29 dias.

Uma semana antes, enquanto brigava com a sensação de que viera ao mundo para encher e esvaziar a lavadora de pratos, decidi que já era hora de dar fim aos resmungos automáticos. Mas não eram apenas as pequenas coisas que me atormentavam. De repente, os meus amigos vinham enfrentando adversidades: câncer, divórcio, demissão. Eu não deveria comemorar minha relativa boa sorte?

Já ouvira falar do benefício da gratidão. O que não entendia direito era como passar da rabugice à alegria transbordante. Em busca de dicas, liguei para Robert A. Emmons, professor da Universidade da Califórnia, pioneiro na pesquisa sobre os benefícios do pensamento positivo. Emmons citou novos estudos que indicam que basta fingir estar grato por algo que o nível de substâncias químicas associadas ao prazer e ao contentamento – serotonina e dopamina – aumenta. Viva como se fosse agradecido por tudo, disse ele, e logo isso se tornará real.

Ele recomendou fazer uma lista de tudo pelo qual me senti agraciado durante uma semana ou mês específico. Um estudo importante mostrou que, em dez semanas, quem registrou por escrito as coisas que lhe inspiravam gratidão sentiu-se 25% mais feliz do que quem não escreveu nada. A pessoa chegou até a se sentir melhor no trabalho e a se exercitar uma hora e meia a mais por semana.

Estava convencido; mas a minha primeira tentativa de fazer uma lista de gratidão foi bem fraquinha: “1. Café. 2. Cochilos. 3. Cafeína em geral.” Conforme a lista crescia, me senti mais animado: “114. Frutas recém-colhidas. 115. O disco branco dos Beatles. 116. Não sou careca.”

No terceiro dia, eu estava na maior farra, agradecendo a todos os pais e passantes na pracinha, como se tivesse acabado de ganhar o Oscar, e colando bilhetinhos amarelos por toda parte para me lembrar dos alvos de agradecimento no dia seguinte: o carteiro, a professora do maternalzinho do meu filho Sebastian. Mas essa abordagem integral logo começou a me cansar. Os pesquisadores chamam isso de efeito do Juramento à Bandeira. “Quando se exagera na gratidão, ela perde o sentido, ou pior, vira obrigação”, disse-me Martin E. P. Seligman, autor de Felicidade autêntica, quando lhe mencionei a crise. Seja seletivo, aconselhou, e se concentre em agradecer aos heróis desconhecidos da sua vida.

Depois, Seligman sugeriu uma “visita de gratidão”. Pense em alguém que fez diferença na sua vida e a quem você nunca agradeceu direito. Escreva uma carta detalhada para exprimir o seu reconhecimento e depois leia-a em voz alta, na frente da pessoa. “É comovente para quem dá e quem recebe”, disse Seligman. “Prepare-se para chorar.”

Na mesma hora me veio à cabeça a Srta. Riggi, minha professora de inglês da 8ª série. Foi ela quem primeiro me abriu os olhos para Hemingway, Faulkner e outros gigantes literários. Foi ela a primeira a me encorajar a escrever. Até hoje, sigo o seu conselho (“Nunca seja chato”). Mas será que lhe agradeci? Será que alguém lhe agradeceu? Dei alguns telefonemas rápidos e descobri que ela ainda dava aulas no mesmo distrito escolar, depois de quase 40 anos. Comprei passagens para mim e Sebastian: iríamos a Scranton, minha cidade natal, na Pensilvânia, EUA.

Ainda faltava uma semana para a viagem e continuei a exercitar o meu músculo da gratidão. Sonja Lyubomirsky, autora de A ciência da felicidade, professora de Psicologia na Universidade da Califórnia, recomendava “passar algum tempo longe de algo que adoramos mas consideramos comum”.

Foi mais fácil amar o carro depois de passar um dia usando transporte público – e correr dez quarteirões até a aula de ginástica de Sebastian quando o ônibus se atrasou 35 minutos.
Durante uma semana, eu e minha mulher abrimos mão da televisão, dos celulares e até do açúcar. E abri mão do café – por pouco tempo.

Os exercícios de curto prazo nos chamaram a atenção para o valor das coisas. Só que abstinência de cafeína é diferente de saber como a atitude de gratidão ajudaria meus amigos com câncer. Ou o casal que anunciou o divórcio. Ou o pai de três filhos que não consegue arranjar emprego.

“A gratidão é ainda mais importante durante épocas em que tudo parece estar perdido”, disse Emmons. Encontrar algo para estimar e valorizar, disse ele, pode nos salvar do desespero, o que é impossível com queixas e lamentos. Descobri essa verdade quando comecei a levar meu amigo com linfoma ao hospital para quimioterapia. Apesar do sofrimento dele (ou talvez por causa disso), nossa ligação se tornou mais significativa. “Quando fiquei doente, percebi que tinha passado anos me preocupando com coisas que não significam absolutamente nada”, disse ele. “Agora, o mais importante é comemorar a vida enquanto ela existe.”

Pensei nas palavras dele no avião para a Pensilvânia enquanto escrevia rascunhos da minha carta para a Srta. Riggi. Achei que estava pronto, mas, quando entrei na sala de aula, com Sebastian agarrado às minhas pernas, fiquei mais ansioso do que nunca.

A Srta. Riggi era mais baixa do que eu me lembrava, mas inconfundível com aqueles cabelos compridos e os olhos brilhantes e inteligentes. Depois de um abraço meio sem graça, nos sentamos. Respirei fundo e comecei a ler:
“Quero lhe agradecer o impacto que a senhora teve na minha vida”, comecei. “Há quase 30 anos, a senhora apresentou as maravilhas da palavra escrita à minha turma da 8ª série. Sua paixão por tramas e personagens e seu entusiasmo pelas palavras me fizeram perceber que o mundo fazia sentido. Que vida grandiosa, pensei, ser capaz de dividir histórias com os outros!”

Algumas linhas adiante, aconteceu. Sentado ali, com a minha mentora e com o meu filho no colo, a emoção tomou conta de mim. As décadas se desfizeram e nada tinha mais importância do que o ato simples de compartilhar. Foi como se eu falasse por gerações de alunos: “O tempo passa. As lembranças se confundem e desvanecem. Mas eu nunca esquecerei o entusiasmo de chegar todos os dias à sua aula.”

O professor Seligman tinha razão quanto às lágrimas. Elas vieram, para nós dois. E, quer tenha sido o sorriso da Srta. Riggi quando terminei de ler a carta, ou o simples alívio de dividir o que estava havia muito tempo em meu coração, a sensação de paz que senti durou até bem depois de Sebastian e eu voltarmos para casa.
Desde então, escrevi outras cartas de gratidão, e minha mulher e eu evocamos o nosso “treinamento” quando nos sentimos sobrecarregados com a vida. Os aborrecimentos, é claro, ainda existem, mas aprendi que o reconhecimento e a gratidão pelas coisas provocam um eco suficientemente forte para encobrir os resmungos e lamentos do homem que ainda esvazia a lavadora de pratos...

3 maneiras de exercitar a gratidão pelas coisas

Visualize
Crie uma colagem com tudo o que lhe inspira gratidão e exiba-a num lugar destacado da casa. Emmons diz que uma técnica que funciona bem com crianças é criar uma “árvore” de agradecimentos na porta da geladeira ou na parede, com “folhas” de adesivos coladas todo dia para agradecer por tudo, do novo irmãozinho ao passeio com o cachorro.

Faça estas perguntas
Escolha alguém íntimo e pergunte a si mesmo:

•O que recebi dessa pessoa?
•O que lhe dei?
•Que problemas lhe causei?
Emmons explica que “isso pode nos levar a descobrir que devemos aos outros mais do que pensamos”.

Uma vez por semana
Muitas vezes, de acordo com Lyubomirsky, concentrar-se na gratidão uma vez por semana é mais eficaz do que com mais frequência. Ela comparou pessoas que faziam relatórios de gratidão três vezes por semana com outras que o faziam só uma vez por semana. O resultado foi que, com o passar do tempo, quem fazia uma vez por semana ficou mais feliz. “Mas escolha o que combinar melhor com você”, diz ela.

http://www.selecoes.com.br/melhore-sua-vida-com-gratidao

sábado, 4 de setembro de 2010

A vida nos dá oportunidades que nem podemos imaginar ,este video mostra claramente que quando queremos e temos a nossa volta quem amamos,podemos superar todas as dificuldades que nos parece impossível.Sempre há uma segunda chance basta querer.

2ª parte

domingo, 29 de agosto de 2010

"A não-violência absoluta é a ausência absoluta de danos provocados a todo o ser vivo. A não-violência, na sua forma activa, é uma boa disposição para tudo o que vive. É o amor na sua perfeição."

Mahatma Gandhi






A vida nos preserva situações inesperadas,temos que sempre estar confiante na justiça de Deus,senão sucumbimos com fatos que nos pegam de surpresa.
Está muito difícil viver neste mundo de tanta violência,do pouco valor que dão a vida,que é um bem tão precioso.Perdi neste final de semana uma pessoa muito querida,que tanto ajudou a mim e aos meus filhos.Ela foi embora ,mas deixou tudo em harmonia com a sua bondade,com o seu carinho,com o seu amor e desprendimento.Foi por isso que Deus a levou deste mundo insano.
Ela estará sempre dentro dos nosso coração e nas nossas preces.

Rosa nós te amamos!!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ONG -Ocareté

Entre neste site e você irá conhecer pessoas que se preocupam com o bem estar e a dignidade de uma sociedade esquecida.Muito interessante.








Um mundo em que cada povo trame os fios de sua história.

Um mundo de povos autônomos, interdependentes e solidários, que interagem e cooperam na construção de um ambiente de dignidade, felicidade e plenitude. Um mundo de liberdade onde todos os homens e mulheres atuem como doadores de sentido uns dos outros. Um mundo justo, diverso e sustentável.



Origem do nome*

ocara + eté = ocareté

O círculo representa a grande ocara, do tupi “reunião de ocas, terreiro indígena, praça pública”, que é o círculo fundamental da organização aldeã indígena. Eté, também em tupi, significa “bem, bom, verdadeiro”. Assim, Ocareté é uma justaposição que significa “ocara do bem” ou “ocara da verdade”. Esse círculo é a metáfora para o mundo que queremos, expresso em nossa visão. Reflete o fato de compartilharmos um ideal comum e de trabalharmos em equipe, mas também reflete a forma como nos organizamos internamente, pois nós acreditamos que o poder está no círculo através do exercício solidário de lideranças compartilhadas.

*Nós agradecemos ao Prof. Eduardo de Almeida Navarro pela contribuição na definição desse nome, respeitando as regras do tupi antigo.

http://www.ocarete.org.br/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crianças sobrevivem de lixo no Camboja

É longo,mas vale a pena ler!








Grande Scott
Ele teve a perfeita vida de solteiro em Hollywood, até visitar a Ásia e ver coisas que o fizeram não conseguir voltar à antiga realidade


Por Robert Kiener

Sinto o cheiro do depósito de lixo antes de vê-lo. Fui a Phnom Penh acompanhar Scott Neeson numa de suas visitas regulares a Steung Meanchey, a montanha de 30 metros de lixo em decomposição que cobre 11 hectares perto da capital do Camboja. Com botas de borracha e calças e camisas que depois jogaremos fora, Neeson e eu escalamos a montanha de detritos. O fedor é insuportável: uma mistura de enxofre, carne podre e excrementos.
Engulo a náusea quando respiro a fumaça acre e espessa de centenas de pequenos fogos que não param de arder. “Cuidado”, diz Neeson, e aponta uma agulha hipodérmica jogada fora. “Pise nisso aí e pode pegar Aids ou hepatite.” Além do lixo da cidade, os hospitais jogam ali seringas usadas, partes de corpos e até fetos abortados.

Andar em cima do lixo é como andar num colchão de água: um passo em falso e podemos cair numa poça de lama tóxica, como se fosse areia movediça. Do alto do enorme depósito, através da névoa enfumaçada, vejo dezenas de catadores de lixo. Há alguns adultos, mas muitos são crianças.

É espantoso que muitas delas estejam descalças. Todas têm a pele enegrecida pelo sol e pela sujeira. Todas levam um saco nas costas para recolher material reciclável. Uma caravana de caminhões de lixo transbordantes se aproxima ruidosamente, seguida de perto por uma fila de catadores, todos ansiosos para chegar primeiro quando os caminhões despejarem a carga.
“Os motoristas são impiedosos”, diz Neeson. “Todo ano atropelam e matam catadores.”
Neeson saúda vários deles perguntando: “Tudo bem?” Se alguma criança se machucou ou foi surrada, ocorrência comum no lixão, ele ajuda a conseguir assistência médica. A uns 50 metros, vejo três catadores deitados no lixo, debaixo de um abrigo de plástico e papelão.
– Estão descansando? – pergunto a Neeson.
– Não. Eles moram ali.

As crianças correm para Neeson e gritam, eufóricas: “Quero estudar! Por favor, me leve para a escola!” Neeson é famoso aqui; faz várias visitas por semana e já pôs mais de 400 crianças do lixão a cargo da instituição que fundou, o Cambodian Children’s Fund (CCF, Fundo das Crianças Cambojanas). Mas ainda há crianças que precisam de ajuda. “É de cortar o coração”, diz ele ao se agachar e equilibrar no joelho um menino de 6 anos de olhos brilhantes. “Gostaria de poder ajudar todas as crianças daqui...”

A história de como Scott Neeson passou a resgatar crianças abandonadas que vivem como ratos no meio do lixo parece um roteiro de filme, numa ironia que ele percebe muito bem. Em 2003, Neeson, de 44 anos, era um alto executivo do cinema, apelidado de “Mr. Hollywood” pelos meios de comunicação. Tinha tudo o que fez a aparência externa de Hollywood: ganhava mais de um milhão de dólares por ano como vice-presidente de marketing da Sony Pictures, morava numa mansão em Beverly Hills, possuía um iate de 12 metros, um Porsche 911, uma motocicleta cara e um utilitário de luxo.

Trabalhava e se divertia em festas com Mel Gibson, Tom Cruise, Harrison Ford e outros. Não era casado, mas estava sempre de braços dados com namoradas estonteantes.

Sua ascensão na indústria cinematográfica de Hollywood foi meteórica. Depois de abandonar o secundário na Austrália com 16 anos, arranjou emprego durante o dia como assistente numa pequena empresa que gerenciava cinemas no subúrbio e drive-ins em Adelaide; à noite, trabalhava como lanterninha e auxiliar de projeção. Apesar da falta de estudo formal, estava decidido a vencer na vida, e era muito trabalhador. Os patrões perceberam. Foi trabalhar numa distribuidora de filmes em Sydney e começou a subir na carreira, entrando na distribuição e na produção de cinema. Finalmente, foi chamado para trabalhar em Hollywood.
Mas faltava alguma coisa. Como disse a um amigo de confiança, “precisa haver mais coisa na vida além de fazer filmes”. Os colegas acharam que Neeson estava com estafa, coisa bastante comum no mundo estressante e competitivo do cinema de Los Angeles.

Em 2003, ele pegou um avião e partiu para uma viagem de cinco semanas pela Ásia, de mochila e motocicleta. “Vai ser ótimo”, foi o que todos disseram. “Ele só precisa esfriar a cabeça.”

Embora Neeson só pretendesse passar alguns dias em Phnom Penh, a pobreza que viu lá, combinada ao encanto e à graça dos cambojanos sofredores que conheceu, o afetou. Cancelou boa parte da viagem pela Ásia e começou a explorar a cidade. Por toda parte, via pobreza e carência. Depois de conhecer um menino que pedia esmola na rua, ofereceu-se para ajudar a família paupérrima. Pagou o aluguel, comprou uma geladeira e também pagou a escola das crianças. Quinze dias depois, descobriu que os pais do menino tinham vendido tudo o que ele lhes dera e gastado o dinheiro em jogo e bebida.

Um amigo cambojano o chamou e disse: “Você está sendo ingênuo, Scott. Essas pessoas estão se aproveitando de você.” Ele aconselhou Neeson a ir ao famoso lixão de Steung Meanchey, em Phnom Penh, lar dos mais pobres do país. “Lá há crianças que realmente precisam de ajuda.”
A cena do lixão deixou Neeson em lágrimas. Centenas de catadores, entre os quais crianças abandonadas, reviravam as pilhas tóxicas atrás de material reciclável na esperança de ganhar o suficiente para comer.

Crianças de até 2 anos, abandonadas por mães cujos novos maridos se recusavam a sustentar filhos de casamentos anteriores, moravam nos montes de lixo.Ele percebeu uma criança miúda em farrapos, tão coberta de fuligem que não conseguiu ver se era menino ou menina. Pediu ao intérprete que chamasse a criança. O nome dela era Rithy, e tinha 12 anos. A menina lhe disse que nunca fora à escola. Outra menina, Nich, de 9 anos, se aproximou e ficou ouvindo. Ambas cheiravam mal. Ele perguntou às meninas se poderia conhecer a mãe delas e deu 10 dólares para cada uma. Combinou de encontrá-las no dia seguinte.

Na hora marcada, sentado num café à beira do rio no bairro turístico de Phnom Penh, duas crianças se aproximaram da mesa. Eram Rithy e Nich, tão limpas, tão transformadas que Neeson não as reconheceu.

Ele prometeu às mães 50 dólares por mês se mandassem as meninas para a escola em vez de obrigá-las a trabalhar no lixão. Elas concordaram. Ao ver as meninas alegres, tomando sorvete pela primeira vez na vida, perguntou-se: Basta isso para mudar a vida de duas crianças?

Quando o avião que ia para Bangcoc, de onde faria a conexão para Los Angeles, sobrevoou Phnom Penh, Neeson olhou a cidade lá embaixo e pensou: É simples. Tenho tanto e eles têm tão pouco...

Em seguida, decidiu aproveitar as diversas viagens internacionais para passar alguns dias por mês em Phnom Penh. Em sete meses, Neeson já tinha alugado um prédio na cidade, contratado uma pequena equipe e resgatado 12 crianças das ruas e do lixão de Steung Meanchey. Pensava em mudar-se de vez para lá, mas estava indeciso.

Então, numa das visitas à capital cambojana, o celular tocou. Era um astro do cinema e seu agente, ligando da Europa durante uma turnê promocional que Neeson organizara.
– Scott, temos um problema – disse o agente.
Neeson, que naquela manhã soubera que cinco crianças do novo abrigo estavam com febre tifoide, respondeu:
– O que há?
– Um problema grave – disse o agente. – O avião particular que o estúdio contratou não tem a marca certa de água mineral nem o tipo de comida que pedimos. Não vamos embarcar enquanto não derem um jeito.
Nisso, o astro tirou o aparelho da mão do agente e disse:
– Scott, a minha vida NÃO deveria ser tão difícil. Dê um jeito!
Foi a gota d’água. Pouco depois, Neeson pediu demissão e disse adeus a Hollywood, ao Porsche, ao iate, à motocicleta e ao salário.

Em 2004, fundou o CCF, com mais de 100 mil dólares do próprio bolso. Para não gastar muito, passou a dormir no sofá do pequeno escritório que tinha no prédio que a nova instituição alugara em Phnom Penh. E passou também a percorrer a cidade numa scooter.
A princípio, planejou abrigar, alimentar e educar 45 crianças e contratar oito funcionários. No fim do primeiro ano, estava com quase 100 crianças. Um ano depois, com 200.
Hoje, o CCF dá moradia, alimentação, roupas, assistência médica, educação e treinamento vocacional a mais de 400 crianças e tem 47 funcionários.

Dentro de uma bem arrumada residência de quatro andares, dezenas de crianças digitam no computador, estudam inglês ou fazem a sesta nos dormitórios bem-cuidados.
Uma van estaciona em frente. “Scott chegou!”, gritam as crianças, correndo alegremente escada abaixo. Entra um homem alto, de olhos azuis, que joga longe os chinelos e pega no colo duas crianças eufóricas. Duas outras pulam nas suas costas, enquanto Neeson, de 1,80 metro, caminha pelo grupo cada vez maior de crianças animadíssimas, todas pedindo: “Quero colo, Scott!”

Sorrindo de orelha a orelha, Neeson pergunta: “Já viu tanta alegria num lugar só?”
Boa pergunta para um homem que teve profundas alegrias na vida. Não dá para saber se Scott Neeson sente saudades de Hollywood. Na verdade, ele afirma: “Prefiro não falar sobre essa época. É passado.”

Ele volta à antiga cidade várias vezes por ano para levantar a quantia anual de 1,85 milhão de dólares de que precisa para manter o CCF, mas, depois de uma semana em Los Angeles, confessa que não vê a hora de voltar a Phnom Penh e à “realidade”, como diz. Não gosta de se apresentar em público e prefere deixar a história dos “seus garotos” falar por si.
Há Kunthea, de 17 anos, que ficou órfão aos 3 e morou no lixão quase a vida toda. Hoje, depois de aprender inglês no CCF, trabalha como chef do elegante Metro Café de Phnom Penh. E pretende abrir o próprio restaurante.

Há Eang, de 9 anos, que estava imunda e coberta de feridas quando Scott a encontrou. Hoje tem boa saúde, mora numa unidade do CCF e frequenta a escola pública vizinha. Quer ser professora de inglês.

Nyta, de 13 anos, nunca tinha ido à escola quando Scott a encontrou no lixão. Um patrocinador local pagou a mensalidade de uma escola de língua inglesa prestigiada na cidade. Desdenhada pelos outros alunos como “catadora de lixo”, ela costumava voltar em lágrimas para o abrigo do CCF. Mas nunca desistiu. “Foi a melhor aluna do primeiro ano”, diz Neeson, orgulhoso.

Já chamaram Neeson de “milagreiro”. A Escola de Saúde Pública de Harvard o descreveu como “exemplo de coragem”. Joseph Mussomeli, ex-embaixador americano no Camboja, diz que “Scott salva e muda vidas”.

Depois de cinco anos trabalhando no Camboja, Neeson admite que mal começou. “Agora essa é a obra da minha vida; estou comprometido com essas crianças.” Se alguma coisa lhe acontecer, ele tem um plano de sucessão para garantir a sobrevivência da entidade. Sua esperança é que algumas dessas crianças se transformem na nova geração que vai mudar o país.

O projeto recente de Neeson é uma escola-satélite para crianças que vivem numa favela junto ao lixão. “É só um galpão”, explica ele, cujo propósito é usar o espaço para ensinar inglês às crianças na lista de espera do CCF. “Todas querem aprender.”

Ele esperava 25 crianças quando abriu a nova escola. Hoje, são mais de 100. Recentemente, Neeson perguntou a uma delas, Leng, de 6 anos, o que queria de presente de aniversário.
“Ela ficou espantada”, lembra Neeson. “Nunca tinham lhe perguntado isso.” Alguns dias depois, a menina anunciou: “Quero um bolo de aniversário.”

“Comprei o maior bolo que encontrei e mandei pôr o nome dela em cima”, diz ele. Centenas de catadores de lixo foram à festa e cantaram Parabéns pra você para a menina boquiaberta.
“Ela chorou, eu chorei, muitos choraram”, diz Neeson. Depois que todos tinham voltado para as modestas moradias, Neeson passou pelo barraco de Leng e escutou-a cantando baixinho: “Parabéns para mim. Parabéns para Leng. Parabéns para mim.”

Em julho de 2009, o lixão de Steung Meanchey foi extinto pelo governo de Phnom Penh. Muitos catadores mudaram-se para o novo depósito, mais afastado da cidade, e o CCF está mais ocupado do que nunca em lhes prover ajuda e sustento.



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